São? Wow!
Não vou contar isso pra ninguém, prometo.
Ufa! Você conhece o Chris e o Drew? Eu posso te apresentar eles! Aposto que você vai adorar os dois.

Três mosqueteiros? Como assim?
Eu, Chris e Drew somos os Três Mosqueteiros. Mas isso é segredo! Só contei pra você porque você é minha amiga e acho que merecia saber das minhas várias vidas secretas.

Eu sou o único dos três mosqueteiros que não está namorando. É isso mesmo, produção?


Ai, esse povo não se cansa de me mandar testes. Antes era a sigla da banda de rock e agora essas perguntas estranhas… Mas eu passo nos testes.
CHRIS E DREW. Nós somos os três mosqueteiros, sabia??? Acho que não era pra eu ter revelado a nossa identidade secreta. Vixe.
Inimigo? Lex Luthor.
Não entendi a pergunta do tênis, não era novo, mas também eu uso ele pouco, acho que por ele ser limpo dá essa impressão - tem gente que tem como lema a frase “all star bom é all star sujo”, meio estranho isso -, e só é limpo exatamente porque eu uso pouco, porque quando eu uso all star as pessoas pisam no meu pé - sempre - e a frente branca fica marrom; enfim, eu acabei não respondendo o Clark, porque logo ele respondeu a minha outra pergunta, eu sou um pouco lerda mesmo.
A gente até que chegou rapidinho na estação, estava um pouco cheia de mais, acho que é porque metade das pessoas que estavam ali são do internato e bastante gente não tem carro pra sair no final de semana.
O Clark foi comprar sei-lá-o-que e eu fui comprar as passagens. - Começando a maratona de doces. - Ri quando ele me entregou o pirulito e disse isso, então nós fomos pra plataforma cheia de pessoas - o metrô parecia mais um formigueiro, e foi quase impossível chegar até lá. Eu segurei no pulso dele pra não perder ele de vista - e não me perder também.
É difícil pegar metrô sem ser quase esmagado, o bom mesmo é quando o metrô está quase vazio e tem bastante lugar vago pra sentar - ficar disputando lugar com as pessoas não é muito bom, eu já fiz isso e quase fui espancada. Consegui, por um milagre - lembrar de agradecer aos deuses mais tarde -, achar dois bancos vagos e - por mais incrível que pareça - sem vômito de bebê, refrigerante virado ou chiclete grudado.- Vem. - Fui em direção aos bancos, ainda segurando o pulso dele. E, finalmente, eu estava sentada no banco sagrado. Tudo bem, sem mais exageros. - Podemos ir comprar um estoque de doces, ou ir em algum lugar só pra comer doces, você que escolhe. - Às vezes eu tenho isso de ser indecisa, principalmente quando as duas opções são boas. - Mas, tudo isso de uma forma saudável, é claro. Alimentação colorida e tudo o mais. - Dei uma piscadela e comecei a abrir o pirulito, vermelhinho, que nem tomate e maçã - saudável, eu disse.
Pareceu uma voz divina a Pheebs dizendo “Vem”. Nem preciso dizer o quanto eu fiquei desesperado olhando pra todos os lados e só vendo braços grudados em mim e… Ah! Que confusão! Nunca mais pego metrô. Fui empurrando o povo até chegar na Pheebs, o que foi bem difícil. Foi mais difícil do que lutar contra a maré do mar pra conseguir alcançar o barquinho de papel que tava lá na frente. Barquinhos de papéis são rápidos. Não que eu tenha tentado lutar contra a maré pra chegar no meu barquinho um dia. Claro que não. O metrô é bizarro. Pensei que eu ia pro mundo do além que as tampinhas de canetas vão, quando caem no chão na aula. Sério, é muita gente. Ainda bem que a vozinha e o cabelo loiro-vermelho da Pheebs me ajudaram a encontrá-la.
“Podemos ir comprar um estoque de doces, ou ir em algum lugar só pra comer doces, você que escolhe.” Sim! Eu poderia levar um estoque pra SA, bem escondidinho, tipo coisa de detetive. Doces são sagrados. E o povo tem a mania de brigar até a morte pra conseguir meia bala. - Vamos fazer os dois! A gente come bastante doce, e depois compramos um baita estoque pra levar pra SA. Mas vai ser nosso segredo, ok? Vamos dividir só entre a gente. Talvez também pros amigos mais próximos. - É, não quero o Chris e o Drew me assassinando. Eu sou um superman mortal, poxa. ”Mas, tudo isso de uma forma saudável, é claro. Alimentação colorida e tudo o mais.” Já ouvi falar disso. Sempre compro marshmallow de cores diferentes, só por precaução. Sorvete também. Imagina um prato só de sorvete? Nossa. De cores diferentes, claro. - É, a gente tem que tomar cuidado com isso. - Coloquei a mão no queixo, pra pensar. Ajuda a pensar. Deve ser por isso que tem doces de todas as cores. Se fosse tudo da mesma cor, não seria saudável. Comer tinta deve ser muito saudável. Por que ninguém nunca pensou nisso antes? Tô falando, eu vou revolucionar o mundo.
- Ei, você pode me dar um pouquinho do seu pirulito? O meu caiu no chão. Eu acho. Juro que não vou abusar, vai ser só um pouquinho. - Levantei um pouco os braços, como quem se declara “culpado”. - Compro outro pra você depois. Compro cinco! Sete! - Continuei falando. Dá uma agonia ver uma pessoa perto de você, ainda mais do seu lado, comendo doce e você não. Doce devia cair do céu, tipo chuva.

together we stand: clark, chris e drew
Recebi uma mensagem do Clark ontem de noite, ele me convidou pra ir até Londres com ele, como tinha sido meio combinado lá no baile - e finalmente nós tivemos uma conversa depois daquele dia. A escola é bem grande mesmo, porque eu não tinha visto ele - tudo bem, a minha lerdeza descomunal ajuda bastante nisso de não ver as pessoas -, e só fui encontrar com o primo Darren esses dias. Eu sei que o final do ano está chegando, e comigo é assim: no começo do ano eu sou completamente fechada, depois começo a me soltar e a conversar com as pessoas, só que mais ou menos só quatro meses antes das aulas terminarem. Sempre, e eu não consigo fazer diferente.
O caminho até o portão não é muito longo, mas eu sempre me distraio no caminho e fico olhando as pessoas - sempre tem gente cantando, tocando violão, dançando, fazendo acrobacia, falando japonês, voando e essas coisas de artistas pelo campus, até rola algumas brigas engraçadas de ver, que podem ser de verdade ou apenas encenação para peças de teatro - e então demora um pouco. É bem legal isso de estudar em um internato de artes.
Vi o cabelo estranho do Clark lá perto do portão e apressei o passo, tentando não parar pra ver uns meninos jogando tinta uns nos outros.
- Clark? Clark, oi! - Sorri e olhei pros meus pés. Eu fico incrivelmente envergonhada perto de meninos, que coisa mais idiota. - Então, onde a gente vai? - Eu sou bem perdida nessas coisas, principalmente mapa e nome de ruas, mas eu conheço uma sorveteria legal perto de um prédio grande e azul que é perto de uma praça. - Acho que a gente tem que ir agora pra pegar o metrô. - Apontei com o polegar pro portão e comecei a andar - toda desesperada. Nunca tinha saído no final de semana pra ir até Londres passear, só pra ir na casa dos meus pais visitar eles, e só foi uma vez.
É engraçado como se forma um aglomerado de pessoas no portão quando o fim de semana chega. Acho que elas esperam o relógio marcar meia-noite, daí todo mundo sai correndo, apostando quem chega primeiro.
”Clark? Clark, oi!” Quase pulei de susto. A Pheebs tem disso de aparecer do nada. - Oi! - Ela ficou olhando pro próprio pé, e eu entortei a cabeça pra ver o que tinha, mas era só… Tênis. Não entendi. Tênis novo? Poxa, eu nunca entendo indireta. Deve ser isso. Eu tenho que dar uma de que entendi, senão ela vai me achar retardado. - Aaaah, tênis novo? Maneiro. - E se não fosse indireta? Agora já foi.
- É, é, o metrô! Vamos agora. - Passei a mão no cabelo, um pouco nervoso. Nunca andei de metrô, nem sei como faz isso. Tem que… Andar? Não, acho que “andar de metrô” é só expressão. Não se anda um metrô. É tipo trenzinho, eu acho. Só que embaixo da terra.
Andamos um pouco da Spring Art até a estação de metrô. Deviam fazer uma bem na porta, ou quem sabe dentro do internato, pra gente se locomover entre uma aula e outra. Aquele campus é enorme.
Tinha um carinha vendendo guloseima num carrinho no estilo de cachorro quente. Mas que bizarro, ele não tava vendendo cachorro quente. Claro, guloseimas devem dar muito mais lucro. Mas ele ainda não teve dinheiro pra trocar de carrinho. Comprei dois pirulitos, daqueles legais que viram chicletes depois, e voltei pra onde a Pheebs tava.
- Começando a maratona de doces. - Dei um dos pirulitos pra ela, e comecei a abrir o meu. O metrô chegou bem quando eu tava abrindo, e foi uma baita confusão entrar naquela coisa enorme. No final eu não tava entendendo nada, nem sabia pra que lado ir, e acabei chegando lá dentro sem o meu pirulito.

NÃO É BURACO NEGRO, CLARK, SOU EU!!! EU ESTOU TE PUXANDO DEBAIXO DA CAMA!!!! VEM ABRAÇAR O NICONICO, ELE ESTÁ COM SAUDADES DE VOCÊ, SEU LERDO!!!!!
O QUE A MINHA CAMA TÁ FAZENDO NA SELVA? OHHHH, NICO! EU TAMBÉM TÔ COM SAUDADE, PROMETO COMPRAR MAIS SUCRILHOS PRA TI!
NÃO QUERO MAIS ESSE SUCO DE OVO. ELE É UM TELETRANSPORTADOR. Eu quero mimir.